terça-feira, 12 de julho de 2022

ARTE como Ferramenta para a Vida 4 - Efemeridade


 EFEMERIDADE = ter curta duração

A Modernidade acabou, e com ela a objetividade e a limpeza formal. Hoje vivemos, como muito bem define Zygmunt Bauman, a Pós Modernidade líquida, volátil, adaptável e por muitas vezes caótica. Transitamos numa sociedade que escancara a privacidade e valoriza a imagem, permeada por uma grande sensação de urgência.

A ARTE que muito nos orienta, se vê de modo conflituoso diante da efemeridade, posto que a obra de arte, teria como princípio, ser duradoura.

"Ao negar qualquer expectativa de que ela (obra) vai durar, a arte efêmera muda propositalmente a relação da arte e plateia... a efemeridade foi estrategicamente recrutada para minar o sentido material das obras de arte como objetos, cujo valor pode crescer com o tempo (investimento) ou avalizar ambientes sociais de elite com a sua presença". (BIRD, Michael. 100 Ideias que mudaram a ARTE)


Light Cycle, 2003 - Cai Guo Qiang
O artista iluminou brevemente o céu acima do Central Park de Nova Iorque. Na esteira de 11 de setembro, a exibição elaborada demonstrou que a pirotecnia, também pode ser construtiva e bela.


Amanda Willians, 2014
A  artista e arquiteta, afro descendente, que havia vivido neste bairro, pintou, sem qualquer permissão, todas as casas da vizinhança, pois uma escavadeira estava na eminência de apagar uma história, em nome do progresso.


Fica aqui a pergunta e reflexão:
Você se lembrará de mim quando eu for embora?







segunda-feira, 4 de julho de 2022

ARTE como Ferramenta para a VIDA 3 - MONET !

Claude Monet, atualmente conhecido e reconhecido com "PAI" do Impressionismo, nasceu em Paris, em 1840, filho de  um modesto comerciante, e desde muito cedo, desejou ser pintor sendo incentivado pela tia Mare-Jeanne Lacadre - uma amante da arte.


Impressão, nascer do Sol

Monet começou a vida profissional como artista comercial e caricaturista, e seu interesse pela luz e cor se deu quando ele descobriu as gravuras japonesas de Hokusai e a pintura de Eugène Boudin, que o incentivou a pintar ao ar livre, o que era pouco comum na época. Nesse período, foi estudar os paisagistas em Londres e ficou ainda mais encantado pelo tema.


Mulher com o guarda-sol

Monet encontrou um objetivo, um propósito, estudou, pesquisou, buscou bons parceiros e entendeu que a fotografia (recém descoberta) era libertadora.


Ponte Japonesa

E dessa maneira, encontrou uma sensação visual autêntica, na fugacidade do momento!

quinta-feira, 30 de junho de 2022

ARTE como Ferramenta para a VIDA 2 !!

... Continuando a refletir sobre como a ARTE, que além de contribuir para  o nosso crescimento pessoal, pode também ser uma ferramenta para a VIDA, busquei obras contemporâneas, do quartel final do século XX e século XXI, as quais passaram a ser a voz de muitos e deram visibilidade a quem era invisível (e em certos casos ainda é): tratam de racismo, feminismo, inclusão social e cultural - importantes considerações, neste momento em que vivemos.

Vik Muniz

Yinka Shonibare

Marina Abramovic

Basquiat

A obra de arte, instalação ou performance se apresenta na galeria ou em um museu e transborda para o cotidiano !

quinta-feira, 23 de junho de 2022

ARTE como Ferramenta para a VIDA 1 !!

 

Depois deste período de pandemônio, resolvemos retomar nossas escritas e registrar reflexões.

A primeira pergunta que me faço neste novo momento é: 

Para que serve a ARTE? Para que estudar ARTE?

Algumas respostas me veem a cabeça, tal como crescimento pessoal, ficar mais "antenado" no mundo ou ainda aproveitar melhor as viagens de férias. Porém existem momentos ao longo da História da Arte que nos auxiliam e dão suporte para entender e ultrapassar desafios. Posso citar um primeiro exemplo do século XIX, um século de grandes descobertas e rupturas:

Quando a fotografia surgiu, alguns artistas a negaram veementemente, para eles seria o fim da pintura, outros usaram a inovação como ferramenta e outros ainda se libertaram da função de retratar o "mundo real", porque para esses, a fotografia assumiu esta tarefa.

Nadar (fotógrafo)

Manet (pintor) e Aguado (fotógrafo)

Moça com o guarda sol, Monet

Vimos três maneiras de "contracenar" com o NOVO.







terça-feira, 31 de março de 2020

Full of Heart - Willian Farias



Texto de Apresentação para o trabalho do artista plástico e designer - Willian Farias
por Lourdes Luz


Neste projeto “Full of Heart” o artista e designer Willian Farias mais uma vez une competências: soma uma poética carregada de mensagens que transcendem a objetividade, e uma concretude do fazer.
Sempre conectado aos princípios que norteiam suas pesquisas, nesta série seu direcionamento está na capacidade de dar sentido a coisas comuns, ressignificando, o que deste modo introduz um forte elemento conceitual.
Este trabalho é apresentado como série, na qual cada obra tem identidade própria, mas sua completude se dá na relação entre as partes e o todo.
E quando o olhar se dedica ao objeto em si, quase banal, uma carga semântica reveste o CORAÇÃO. A palavra coração tem origem no latim cor, o órgão que bombeia sangue para todo o corpo e ainda se resgatarmos os romanos antigos, o coração era fonte de cor-agem.
Willian Farias, com a coragem daqueles romanos, guarda o coração tal qual uma relíquia, em uma caixa transparente repleta de mistério e de uma inquietude proveniente desta apropriação.



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Continuando no tema: Arte de Rua. Arte Urbana







O conceito de arte urbana / arte de rua engloba um certo anonimato. Os muros são páginas em branco, que se "oferecem" para receber desenhos e textos. Os temas são diversos: raiva, conjuntura política, amores... A arte de rua transita entre o lícito e o proibido mas a IRREVERÊNCIA é a palavra de ordem !

De baixo para cima / da direta para a esquerda
1. Eaton, Miami
2. Anônimo, Buenos Aires
3. Anônimo, Porto
4. Anônimo, Richmond
5. Muro de Berlim
6. Diversos artistas, Rio de Janeiro (Porto do Rio)
7. Anônimo, Rabat
8.John Lennon Wall, Praga - uma história de resistência
9. Anônimo, Lisboa

Temos mais Arte de Rua (e outros temas) no instgram: arte.in.forma

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

ARCOS DA LAPA, Rio de Janeiro




Integrado na paisagem carioca e na vida cotidiana de seus moradores, o famoso ARCOS DA LAPA foi fundamental equipamento para abastecer a cidade de água no período colonial. Por onde atualmente circula o nostálgico bondinho, passava a água do Rio Carioca (captada do Morro de Santa Teresa) e transportada por esse imponente AQUEDUTO (inaugurado em 1750) , até chegar o chafariz que existia no Largo da Carioca. Curioso que água que sobrava deste chafariz foi canalizada, passando pela Rua do Cano (atual Sete de Setembro) até chegar em um outro chafariz na Praça XV - coração da Cidade.

Texto: João Torres
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Arteeblog: Pinturas sobre trabalho ou trabalhadores

Arteeblog: Pinturas sobre trabalho ou trabalhadores : Gustave Caillebotte - The Floor Scrapers – 1875 – óleo sobre tela - Musée d'Ors...