quinta-feira, 23 de junho de 2022

ARTE como Ferramenta para a VIDA 1 !!

 

Depois deste período de pandemônio, resolvemos retomar nossas escritas e registrar reflexões.

A primeira pergunta que me faço neste novo momento é: 

Para que serve a ARTE? Para que estudar ARTE?

Algumas respostas me veem a cabeça, tal como crescimento pessoal, ficar mais "antenado" no mundo ou ainda aproveitar melhor as viagens de férias. Porém existem momentos ao longo da História da Arte que nos auxiliam e dão suporte para entender e ultrapassar desafios. Posso citar um primeiro exemplo do século XIX, um século de grandes descobertas e rupturas:

Quando a fotografia surgiu, alguns artistas a negaram veementemente, para eles seria o fim da pintura, outros usaram a inovação como ferramenta e outros ainda se libertaram da função de retratar o "mundo real", porque para esses, a fotografia assumiu esta tarefa.

Nadar (fotógrafo)

Manet (pintor) e Aguado (fotógrafo)

Moça com o guarda sol, Monet

Vimos três maneiras de "contracenar" com o NOVO.







terça-feira, 31 de março de 2020

Full of Heart - Willian Farias



Texto de Apresentação para o trabalho do artista plástico e designer - Willian Farias
por Lourdes Luz


Neste projeto “Full of Heart” o artista e designer Willian Farias mais uma vez une competências: soma uma poética carregada de mensagens que transcendem a objetividade, e uma concretude do fazer.
Sempre conectado aos princípios que norteiam suas pesquisas, nesta série seu direcionamento está na capacidade de dar sentido a coisas comuns, ressignificando, o que deste modo introduz um forte elemento conceitual.
Este trabalho é apresentado como série, na qual cada obra tem identidade própria, mas sua completude se dá na relação entre as partes e o todo.
E quando o olhar se dedica ao objeto em si, quase banal, uma carga semântica reveste o CORAÇÃO. A palavra coração tem origem no latim cor, o órgão que bombeia sangue para todo o corpo e ainda se resgatarmos os romanos antigos, o coração era fonte de cor-agem.
Willian Farias, com a coragem daqueles romanos, guarda o coração tal qual uma relíquia, em uma caixa transparente repleta de mistério e de uma inquietude proveniente desta apropriação.



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Continuando no tema: Arte de Rua. Arte Urbana







O conceito de arte urbana / arte de rua engloba um certo anonimato. Os muros são páginas em branco, que se "oferecem" para receber desenhos e textos. Os temas são diversos: raiva, conjuntura política, amores... A arte de rua transita entre o lícito e o proibido mas a IRREVERÊNCIA é a palavra de ordem !

De baixo para cima / da direta para a esquerda
1. Eaton, Miami
2. Anônimo, Buenos Aires
3. Anônimo, Porto
4. Anônimo, Richmond
5. Muro de Berlim
6. Diversos artistas, Rio de Janeiro (Porto do Rio)
7. Anônimo, Rabat
8.John Lennon Wall, Praga - uma história de resistência
9. Anônimo, Lisboa

Temos mais Arte de Rua (e outros temas) no instgram: arte.in.forma

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

ARCOS DA LAPA, Rio de Janeiro




Integrado na paisagem carioca e na vida cotidiana de seus moradores, o famoso ARCOS DA LAPA foi fundamental equipamento para abastecer a cidade de água no período colonial. Por onde atualmente circula o nostálgico bondinho, passava a água do Rio Carioca (captada do Morro de Santa Teresa) e transportada por esse imponente AQUEDUTO (inaugurado em 1750) , até chegar o chafariz que existia no Largo da Carioca. Curioso que água que sobrava deste chafariz foi canalizada, passando pela Rua do Cano (atual Sete de Setembro) até chegar em um outro chafariz na Praça XV - coração da Cidade.

Texto: João Torres
Instagram: arte.in.forma  com + história arte arquitetura

terça-feira, 7 de maio de 2019

500 Anos de Leonardo DaVinci


(referência artigo de Ruan de Souza Gabriel publicado no Segundo Caderno d’O Globo em 02 de maio de 2019)

Leonardo DaVinci nasceu em 1452 e genialmente transitou (ou mergulhou?) pelas mais diversas ciências: botânica, ótica, anatomia dentre outras. Ele acreditava que o artista deveria conhecer todas as leis da natureza e o olho seria a “ferramenta” para alcançar este propósito.
Na pintura, mudou a forma das narrativas alterando a luz e cor nas composições. Importa ratificar que por trás das pinturas havia um profundo conhecimento científico.
Outros artistas de prestigio do alto renascimento, momento considerado de mutação (os anos 500’s), focaram no chiaroescuro, um jogo de luz e sombra, enquanto DaVinci, passou por esta técnica, porém se dedicou ao sfumato, que dilui a linha entre os personagens e entre personagens e paisagem, sugerindo contornos e um “todo”, que de certa forma, anunciava um novo olhar e modo de estar no mundo – não mais antropocêntrico mas cósmico.

“Vede aqueles que podem ser chamados

Simples condutores de comida,
Produtores de estrume, enchedores de latrinas,

Pois deles nada mais se vê no mundo
Nem qualquer virtude se observa no seu trabalho,
Nada deles restando além de latrinas cheias”
Anotações, Leonardo da Vinci




Sempre Monalisa 

terça-feira, 30 de abril de 2019

Palestra para alunos de Design, na UNIBH - Belo Horizonte


Apresentar a História da Arte numa linha do tempo, tendo Portugal como objeto principal foi o nosso tema.

Iniciamos com os Cromeleques dos Almendres, um monumento megalítico (grande pedra) localizado em Évora, que registra a Pré-História em Portugal. Passamos pelas ruínas romanas que não são poucas no país, mergulhamos no triunfo das formas e no exotismo do Barroco em Lamego, Braga e Lisboa, encantamo-nos com a modernidade que os engenheiros capitaneado por Gustave Eiffel apresentam nas estruturas metálicas como na Ponte D.Luis I na cidade do Porto, até alcançarmos Amanda Levete arquiteta responsável pelo projeto que entendemos ser um ícone da contemporaneidade – MAAT – Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia em Lisboa.

Como diz um amigo poeta (Tercio Borges) em relação a nossa semelhança com os portugueses :
“Diz pra mim se é normal
Ser diferente sendo tão igual
É assim no carnaval
Fantasiado de Marques de Pombal na Sapucaí”

A palestra ocorreu no último dia 15 de abril. Foi uma ótima experiência.
Obrigado professores Anderson e Virgínia.

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 Cromeleques dos Almendres, Évora
 Templo de Diana, Évora
 Museu dos Coches, Lisboa
 Ponte D.Luis I
 MAAT, Lisboa
Lourdes Luz 


terça-feira, 19 de março de 2019

Rio de Janeiro a Janeiro - Andrea Antonon


Exposição - texto de apresentação
Curadoria: Lourdes Luz


ANDREA ANTONON artista plástica carioca transita entre registros em aquarelas de montanhas, vegetação e praias cariocas, pintura a óleo e fases abstratas.
A artista tem especial encantamento pela pintora inglesa Marienne North, que viveu no Brasil no século XIX nos anos de 1872 e 1873, captando paisagens existentes ou imaginárias com uma certa subversão.
É nesta indistinção que o fascínio se faz presente nas aquarelas de Antonon, foco principal desta exposição. Os trabalhos possuem ao mesmo tempo simplicidade e uma expressividade luminosa com sobreposições de tons e transparências veladas.
A mostra ainda conta com a colaboração de Flavio Roitman, com suas fotografias que pontuam a força da cidade real, cuja metamorfose se dá nas pinturas da artista: de Janeiro a Janeiro.

 


Suavidade e Elegância.

Arteeblog: Pinturas sobre trabalho ou trabalhadores

Arteeblog: Pinturas sobre trabalho ou trabalhadores : Gustave Caillebotte - The Floor Scrapers – 1875 – óleo sobre tela - Musée d'Ors...